terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Começando em algum lugar


Vista do Centro e Leopoldina
 
Hoje tá um dia de chuva. E continua quente.
 
Pior pra quem vive nas ruas. Quem dorme em cima de jornal e papelão vai acordar molhado e provavelmente as marquises vão estar apinhadas.
 
Pior pra quem tem de andar até o trabalho. Vai meter o pé nas poças de água e vai ficar com um sapato molhado até terminar o dia. Sem contar o chulé de quando chegar em casa.
 
 
 
 
Pior pra quem pega ônibus. Qualquer chuva e a cidade para. O trânsito já é um caos naturalmente. O pior é o trem. Por que cargas d'água o trem fica pior na chuva? E no calor também? A Supervia é misteriosa mesmo.
 
Mas tá bom.

Estamos vivos, com saúde. É isso que importa.

Ipanema
Antes de hoje já fui escoteiro, trabalhei em um navio cargueiro, fui coveiro, cobrador de ônibus, andarilho, açougueiro, vendedor, sparring de box, etc etc etc.
 
Hoje com mais tempo sobrando, e com meu tempo acabando cada dia mais, resolvi dedicar meu tempo ocioso à internet.
 
 
Admirável mundo que vivemos. Bibliotecas disponíveis para quem quer ler, filmes a ora que der na telha, viajar pra qualquer canto sem sair da cadeira.

Meus pés de velho agradecem.

Elevado Paulo de Frontin
Tempos tristes em que vivemos. Onde as pessoas não tiram os focinhos das telas dos celulares, smartphones ou seja lá como são chamados hoje.
 
Mundo paradoxal. Gente passando fome e morrendo de lepra, gente preocupada com carros cada vez mais potentes e sem estradas livres para dirigir a toda.
Acidente na rua São Luís Gonzaga, São Cristovão hoje
Uma pessoa ferida

Os velhos loucos são piores que os loucos novos.
 
E ser louco é pensar diferente do rebanho, é se preocupar com coisas que não são da sua conta, que não te afetam.
 
Sem coesão textual, sem princípio, sem meio, sem fim, sem métrica, sem poética e meio sem saco.
 
Assim começo.
 
Começo assim.
 
 
 
 
Leblon (ou Ipanema?)
 

 

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